livraria on-line

bibliographias

bibliographias@gmail.com / 934476529

.

.

14 de novembro de 2017

Jean-Paul Sarte ― El Fantasma de Stalin

El Fantasma de Stalin (Traducción del francés por Hugo Peñas)

Santiago Rueda – Editor, Buenos Aires. (1958). In-8º de 147, [5] págs. Br.

A edição original saíra em França um ano antes, na sequência da invasão da Hungria pelo Exército Vermelho que deu mote a este longo e digressivo ensaio – escrito por um apaniguado, e por isso não muito veemente, mas ainda assim acabando por condenar o ataque das tropas soviéticas “contra um país aliado (...) quando fazem os seus soldados, esses seres abstractos, atirar sobre operários que já não podem aguentar a sua miséria, quando, sem tomar em conta as exigências concretas da situação, decidem a sua acção em função das incidências que possam ocorrer em outro lugar, em outros países, (...) transformam o socialismo numa quimera e a U.R.S.S. numa nação predadora”.
Volume impresso sobre bom papel levemente avergoado, que o exemplar – apenas um tanto marcado na capa – conserva quase imaculado.
 
10€

13 de novembro de 2017

Jules Moch ― U.R.S.S.

Publicações Europa-América, Lisboa. (1957). In-8º de 390, [6] págs. Enc.

Primeira edição portuguesa, sobre a original francesa, em tradução de José Saramago; com uma nota prévia dos editores – fora as ressalvas ideológicas ao objecto, destacando este estudo como “um impressionante relatório escrito por um observador cuidadoso, atento e cheio de reservas e que, ainda quando critica ou ataca, reconhece a grandeza das realizações materiais e o seu inegável significado” – a acompanhar a nota preliminar e o prefácio do próprio autor. Dos mais interessantes, simultaneamente impressionista e abrangente, documentos para a história da antiga União, compõe-se o livro das partições «O Espírito», «A Matéria» e «O Futuro», além de alguns anexos finais («Preços de retalho na U. R. S. S. e em França»; «Superfície das terras colectivizadas nos Estados comunistas da Europa», etc.).
 
10€

10 de novembro de 2017

Alberto Moravia ― Um Mês na U.R.S.S.

Um Mês na U.R.S.S. (tradução de Miguel de Sá da Bandeira)

Edição Livros do Brasil / (Rua dos Caetanos, 22) • Lisboa. [S/d]. In-8º de 161, [VII] págs. Br.
 
Moravia dividiu a sua reportagem nos capítulos «Marx e Dostoiewski», «O Museu de Lenine e Estaline», «O Mosteiro Troizki», «Provincialismo e civilização mecânica na U. R. S. S.», «Esterilidade da dor», «Tiflis», «Erivan», «Tachkent», «O «kolkos» usbequistâni», «Samarcanda», «O anti-herói na literatura russa» e «A verdadeira destalinização». Primeira edição portuguesa, com capa de Infante do Carmo.
 
10€

9 de novembro de 2017

Óscar Lopes ― Convite para a URSS

Editorial Inova / Porto. [S/d > 1972]. In-4º esguio de 101, [23] págs. Br.

Aos capítulos «Do Mito ao Real», «Moscovo: Impressões Iniciais e seu Desenvolvimento», «Moscovo: Perspectivas de Futuro», «Nível de Vida», «Cultura Popular», «Vida Editorial», «Escolas Soviéticas» e «Relances Finais» acrescem a resposta do autor ao questionário de Proust e uma relação da sua já longa bibliografia até à época, entre originais e traduções.
 
12€

Óscar Lopes ― Setembro na URSS

Setembro na URSS (1972-1974) / 2.ª edição

Editorial Inova/Porto. (1975). In-4º esguio de 138, [22] págs. Br.

Indicada esta como a segunda edição, é antes uma propriamente nova de «Convite para a URSS», publicada poucos anos antes pela mesma editora depois da primitiva viagem do autor à antiga União; explicando Óscar Lopes ter aqui actualizado e completado, após uma segunda viagem, esse livro inicial, acrescentando-lhe além disso todo um novo último capítulo («Setembro 1974: Diário Cruzado»). Capa e arranjo gráfico de Armando Alves, tendo aquela sido composta na Litografia Pátria e o volume impresso na Casa Nun’Álvares.
 
7€

8 de novembro de 2017

Ascensão e Queda do Comunismo, de Lenine a Gorbachov

Ascensão e Queda do Comunismo de Lenine a Gorbachov (Com artigos de Mario R. Dederichs, Iring Fetscher, Heinrich Jaenecke, Lew Kopelev e Fritz Pleitgen / Tradução de Maria Emília Ferros Moura)

Círculo de Leitores (1992). In-4º gr. de 256 págs. Enc.

Bom álbum publicado na série «Foto Reportagem: Documentos do Nosso Tempo», sendo justamente a bela selecção fotográfica a merecer destaque; impresso sobre papel couché e encadernado pelo editor em tela com sobrecapa de papel. Esta edição portuguesa teve tradução de Maria Emília Ferros Moura a partir da original alemã.
A panorâmica aborda principalmente o período revolucionário, a ascensão e longa ditadura de Estaline, a marcha-atrás de Krutschev, a nova ofensiva de Brejnev e o estertor do(s) regime(s) no tempo de Gorbachov. E, apesar de várias imprecisões, algumas flagrantes, é mesmo assim um apreciável mosaico de conjunto sobre a principal utopia do séc.XX – partindo de uma perspectiva alemã, torna-se de particular interesse a exposição do apesar de tudo pouco conhecido conluio germano-soviético entre as duas guerras.
 
15€

7 de novembro de 2017

«A Literatura e o Mal» vs. A Política e o Mal

" (...) O desvio entre Dostoiewski e os marxistas é devido a uma consideração diferente do que é o mal. Para os marxistas o mal é a usurária, ou seja a burguesia. Dostoiewski, tendo primeiramente aceitado esta tese, repudia-a e chega à conclusão cristã de que o mal não é tanto a usurária quanto o meio usado, isto é, a violência. Este mal de Dostoiewski, no romance, não é somente representado pela morte violenta da usurária, mas também e sobretudo pela outra, da inocente e piedosa Lizaveta, irmã da usurária, que Raskolnikov mata, para suprimir uma testemunha do seu crime. Afinal, para os marxistas, na realidade o mal não existe desde que se trate unicamente de um mal social que pode ser liquidado com a revolução. Em vez disso, para Dostoiewski o mal existe como facto individual no coração de cada homem e exprime-se exactamente nos meios violentos dos quais se serve a revolução. Os marxistas lavam com a justificação histórica e social mesmo as consciências mais negras, Dostoiewski nega esta lavagem e afirma a existência inalienável do mal.
Assistimos portanto na U.R.S.S., de há noventa anos para cá [sic], a uma espécie de match entre Dostoiewski e Marx. O primeiro round foi ganho por Dostoiewski na medida em que escreveu uma obra-prima; o segundo por Marx, pelo facto de as suas teorias terem desencadeado uma revolução; mas o terceiro round parece ter sido ganho por Dostoiewski; o mal expulso pela janela pelo marxismo reentrou em torrente na U.R.S.S. pela porta do estalinismo, ou seja, dos meios usados pela revolução para se afirmar e se manter. E que coisa é, este mal? Disse-o Kruschev no seu discurso, assinalá-lo-ei mais brevemente: o mal na U.R.S.S. são as numerosas Lizavete, ou sejam, os numerosos inocentes torturados, aprisionados, mortos em nome da revolução e que agora são reabilitados, mas aos quais não se poderá jamais restituir a vida que lhes foi arrancada. O mal, em conclusão, é a dor, a imensa quantidade de dor que submergiu a Rússia nos últimos cinquenta anos. (...)"
(Alberto Moravia, Um Mês na U.R.S.S.)
 
Notas:
a) Não foi pela porta do estalinismo que o mal descrito por Moravia entrou/reentrou. Sabemos hoje que já tinha entrado antes
b, mais interessante) Moravia era comunista.

3 de novembro de 2017

Aproximações a Eugénio de Andrade

Aproximações a Eugénio de Andrade (Coordenação de José da Cruz Santos / Direcção gráfica de Armando Alves)

Edições ASA. (2000). In-4º gr. de [96] págs. Enc. 

“Esta edição reúne trinta e cinco retratos e outros tantos poemas escolhidos entre os muitos que ao longo dos anos foram dedicados ao poeta de As Mãos e os Frutos e de Afluentes do Silêncio, duas das obras mais emblemáticas da poesia e da prosa de Eugénio de Andrade. Edição singular, talvez única em toda a bibliografia portuguesa, ela reflecte uma admirável cumplicidade criadora por parte de artistas e poetas com o amigo mais íntimo do sol”, assim apresentava o editor a peça, muito imprecisamente – porque na primeira metade do século passado, mais não fosse, muitas homenagens no mesmo género foram publicadas em Portugal, embora por regra post-mortem.

Textos, entre outros, de Alberto Pimenta, António Lobo Antunes, António Ramos Rosa, Fiama, Gastão Cruz, Joaquim Manuel Magalhães, Jorge de Sena, José Bento, José Tolentino Mendonça, Luís Filipe Castro Mendes, Manuel Alegre, Manuel António Pina, Mário Cláudio, Nuno Júdice, Pedro Homem de Melo, Ruy Cinatti e Vasco Graça Moura. Retratos de Eugénio por Álvaro Siza, Armando Alves, Artur Bual, Augusto Gomes, Carlos Carneiro, Dórdio Gomes, Emerenciano, Fernando Lanhas, Francisco Simões, Jorge Pinheiro, José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Lagoa Henriques, Dourdil, Mário Botas, etc.

O álbum foi impresso em bom papel Creator Ivory e encadernado em tela Cialux revestida de sobrecapa em papel. Este exemplar conserva a tarja editorial e permanece quase impecável, à parte uma pequena mancha de impressão e uma outra de acidez, ambas já no final do volume.
 
25€

2 de novembro de 2017

Eugénio de Andrade, o Amigo mais Íntimo do Sol: Fotobiografia

Eugénio de Andrade, o Amigo mais Íntimo do Sol: Fotobiografia (Apresentação de Luís Miguel Nava e Ángel Crespo / Coordenação de José da Cruz Santos / Direcção Gráfica de Armando Alves)

Fundação Eugénio de Andrade / Campo das Letras. (Fotolito, impressão e acabamento: Inova / Artes Gráficas. 1998). In-4º gr. de 204, [20] págs. Enc.

Esta abundante recolha foto e iconográfica é acompanhada de textos diversos e dispersos do próprio Eugénio de Andrade seleccionados em justaposição. Quanto ao longo estudo preliminar de Nava, acerca da lírica do biografado, data naturalmente de muito antes e creio que fôra já publicado em 1987 em edição independente - mas, por lacuna ou propositada omissão, essa proveniência nem aparece indicada.
 
Exemplar da série encadernada pelo editor em tela com sobrecapa de papel; por estrear.
 
30€

31 de outubro de 2017

Arnaldo Saraiva ― Eugénio de Andrade

Círculo de Leitores (1987). In-8º de 117, [9] págs. Br.

A recolha consta de um ensaio biográfico, uma longa reposição bibliográfica e uma antologia de textos sobre Eugénio; de quem se apresenta também, a meio do volume, em folhas de papel couché, uma selecção fotográfica.
Exemplar por estrear. 
 
8€

 

30 de outubro de 2017

Eugénio de Andrade ― Poesia e Prosa

Poesia e Prosa [1940-1986] / 3.ª edição aumentada

Círculo de Leitores (1987). 3 vols. in-8º de 299, [I]; 216; e 256 págs. Enc.

Recolha de praticamente toda a produção do prosador e poeta até então, impressa em bom papel, com os três volumes encadernados em tela fina revestida de sobrecapa de papel com três retratos de Eugénio (juventude, idade adulta, maturidade) na frente.

Exemplares por estrear, sendo que o primeiro conserva o folheto com uma carta expressamente redigida pelo autor ao “Caro leitor” desta edição: “(...) Agora que me pedem que me dirija a ti, interrogo-me: para quem escrevo eu? Sempre pensei que o fazia para muito poucos, mas o número, a avaliar pelas reedições e traduções, tem crescido muito. Nada fiz para isso, acredita. Um poeta, creio que já o disse um dia, não escolhe os seus leitores; ao contrário, é escolhido por eles, são eles a dar-lhe corpo e figura. Como poderia ser doutra maneira?”
 
25€

28 de outubro de 2017

Eugénio de Andrade ― Júlio Resende: Entre a Angústia e a Esperança

Júlio Resende: Entre a Angústia e a Esperança / com um desenho de Júlio Resende
 
(o oiro do dia, 1981). In-4º gr. esguio de [8] págs. + [1] folha de estampa. Cart.
 
Segundo título publicado na colecção «ocupação do espaço», de composição gráfica semelhante à laranja mas distinguindo-se desta por a cartolina que serve de capa ser verde e por ter sido interrompida bastante mais rapidamente.
Exemplar n.º171 dos 250 que o editor indicava na nota de impressão.
 
20€

Eugénio de Andrade ― Epitáfios de Agosto

Epitáfios de Agosto (com dois desenhos de José Rodrigues)

(Editorial Inova, 1978). In-4º gr. esguio de [8] págs. + [2] ff. de estampa. Cart.

Os dois poemas-epitáfio em questão foram dedicados a Jorge de Sena e a Ruy Belo (o primeiro morrera em Junho e o segundo nesse Agosto, sendo o volume impresso em Dezembro), tal como os dois desenhos de José Rodrigues reproduzidos sobre folhas destacadas de papel couché.
A indicação da tiragem refere 250 exemplares numerados; que, porém, como muitas vezes sucedeu nesta mesma colecção «o oiro do dia», terão em parte ou totalmente ficado por numerar.
 
20€

27 de outubro de 2017

Vinte desenhos de José Rodrigues: Transformações e Metamorfoses do Sexo

Vinte desenhos de José Rodrigues: Transformações e Metamorfoses do Sexo (com um texto de Jorge de Sena)

o oiro do dia (Inova / Artes Gráficas, 1980). In-4º gr de 58, [10] págs. Br.

Edição destinada a bibliófilos, de que foram tirados 20+6 exemplares especiais e 500+50 correntes, assinados por Armando Alves (director gráfico da colecção) e pelo próprio José Rodrigues. Este, o n.º 310, tem ainda uma dedicatória pessoal de oferta manuscrita e assinada pelo artista; mas apresenta como defeitos uma certa descoloração marginal da face superior da capa (plaquette tripartida em cartolina) e pequenos vincos de manuseio no pé das folhas finais.

O texto preliminar de Jorge de Sena é bastante extenso, destacando a páginas tantas “o que magnificamente José Rodrigues criou nesta sua obra: um como que saudável e belíssimo retorno às origens, ao antes de tudo, esse antes de tudo que é o presente do nosso existir e do nosso arder nas chamas – tão metaforicamente antigas e gastas, mas sempre ardentes – do Amor”.
 
40€

26 de outubro de 2017

José Rodrigues: Pintura

José Rodrigues: Pintura / Para um novo «Cântico dos Cânticos» (16.07.94 / 07.08.94)

Gonfilarte Galeria Praça da República Vila Praia de Âncora. (Composição e impressão: Centro Gráfico Vila Praia de Âncora). In-4º gr. de [16] págs. Br.

Esta série de belos trabalhos a pastel (rigorosamente, desenho, e não pintura) é comentada por um breve, e de pouco valor acrescentado, texto de Albano Martins.

Exemplar por estrear de uma tiragem que se pode supor nada ampla.
 
5€

25 de outubro de 2017

José Rodrigues: Acerca de Anjos

Árvore / Cooperativa de Actividades Artísticas, Crl. (1994). In-4º gr. de 29, [3] págs. Br.

Catálogo da exposição organizada na Árvore com montagem de Laura Soutinho. Impresso em encorpado papel couché Inamat, teve tiragem de 750 exemplares e abre por um texto de Manuel António Pina, dizendo destes trabalhos a pastel que “Os anjos de José Rodrigues são certamente anjos caindo; mas – coroados de estrelas – caindo para cima, para a “existência estética”, o tempo todo poético, o real fabuloso, humanamente, demasiado humanamente, libertos do peso moral dos sentidos”.
 
7€

José Rodrigues: Salomé

Árvore / Cooperativa de Actividades Artísticas, Crl. (1994). In-4º gr. de 29, [3] págs. Br.

Catálogo semelhante ao anterior (as duas exposições terão sido simultâneas), mas desta vez com textos preliminares de Mário Cláudio («O Triunfo da Ira») e Júlio Machado Vaz. Esta série de desenhos a pastel é das mais belas (ou a mais bela) que se conhece do artista.
A mesma tiragem de 750 exemplares, este valorizado por uma dedicatória manuscrita pelo próprio José Rodrigues sem indicação do destinatário: “um grande abraço ao grande jornalista / teu amigo Rodrigues”.
 
10€

24 de outubro de 2017

Salomé e João Baptista (desenhos José Rodrigues / texto Eugénio de Andrade)

Arvore, Cooperativa de Actividades Artísticas CRL – 26 Outubro a 7 Novembro 89. In-4º gr. de [52] págs. Br.

“Sou, de algum modo, responsável por este ciclo de desenhos de José Rodrigues – fui seu detonador. Há alguns meses, entreguei-lhe umas linhas, escritas a seu pedido, sobre o S. João do Porto. O texto fugia descaradamente ao tema, que não era do meu agrado, refugiando-me em João Baptista e na fascinação que sobre mim exercem essas criaturas capazes de “viver do instável, pelo instável, no instável” – não podia entender como é que as brejeiras festas das Fontaínhas tinham por patrono o homem cuja voz clamava no deserto”, explicava no seu prefácio Eugénio de Andrade, a quem já não vamos a tempo de esclarecer que por uma razão muito simples: porque são antiquíssimas, e serão talvez ainda bem mais antigas do que os dois mil e poucos anos que contaria o santo - do tempo, quer-se apostar, dos primitivos calaicos celtas.
Quanto aos desenhos, cabe apenas dizer que alguns são formidáveis, e mesmo quem seja menos adepto do habitual processo artístico do escultor deverá render-se-lhes.

Exemplar manuseado, da série corrente de 1350 a que acresceram 150 especiais.
 
10€

23 de outubro de 2017

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de Verso e Prosa sobre o Porto

Daqui Houve Nome Portugal: Antologia de Verso e Prosa sobre o Porto, organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade / 2.ª edição / Selecção artística e arranjo gráfico de Armando Alves

Editorial Inova Limitada. (1969). In-8º gr. de 267, [11] págs. Enc.

Não é propriamente uma segunda edição, e sim uma mera reimpressão da original deste monumento da bibliografia portuense, antologia que um mais dos seus célebres cidadãos adoptivos preparou a partir do muito que na literatura portuguesa se escreveu sobre o Porto. São de notar as fotogravuras, seleccionadas por Armando Alves, que entremeiam e depois consecutivamente terminam o volume, na maioria a p/b mas também a cores e recortadas em cliché.   

Boa encadernação editorial em tela revestida da famosa sobrecapa ilustrada.
 
24€

21 de outubro de 2017

Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

(Na capa:) Vila Nova de Gaia (Terras de Rey Ramiro)

II Festival Folclórico e Etnográfico de Gulpilhares, comemorativo do 26.º aniversário do Rancho Regional de Gulpilhares

(Composição e impressão: Tip. O Comércio de Gaia / Maio MCMLXIII). In-4º de 166 págs. Br.

“Era nossa intenção apresentarmos aquando da nossa Festa, deste ano, um pequeno volume em que se reunissem alguns escritos das terras gaienses e nos quais se relatassem as suas lendas, episódios históricos, mesmo se possível, as suas monografias, com fotogravuras dos seus monumentos, panoramas, etc. Para tal percorremos o concelho.”
Destaque para a colaboração de Domingos Pinho Brandão, que se dedicou à anfitriã Gulpilhares no que é o texto mais longo desta recolha; assinando os das outras freguesias nomes pouco conhecidos ou apenas celebrizados na freguesia respectiva (como o padre Saúde, Sandim).
Edição interessante sobre um concelho que é ele mesmo dos mais interessantes e variados – mar, campo, cidade, serra – do país.

18€

19 de outubro de 2017

Santana Dionísio ― Pensamento Invertebrado

Edição da Renascença Portuguesa / Pôrto – 1931. In-8º peq. de 128 págs. Enc.

É a edição original de um dos principais trabalhos do autor, recolha, com revisão, de ensaios fragmentários, em registo quase aforístico, já publicados durante a década anterior “em folhas de couve diversas”; impressa sobre bom papel.

O exemplar foi reforçado por uma bela encadernação, relativamente recente, com a lombada em pele recoberta por dois rótulos e ornada de gravações a ouro; estando logo de origem valorizado por uma expressiva dedicatória de oferta que o autor escreveu nele para Pinheiro Torres. Não conserva porém a capa primitiva.
 
27

Santana Dionísio ― Da Urbe e do Burgo

1971 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas –) Porto. In-8º de XV, [1], 332, [4] págs. Br.

“Os presentes escritos, na sua quase totalidade, foram publicados inicialmente, desde 1960 a 1970, no jornal O Primeiro de Janeiro, de cuja Direcção o A. recebeu pronta e penhorante anuência à sua colectânea e republicação em volume”, que aqui conheceu a sua primeira de várias edições, constituindo já um dos títulos fundamentais no cada vez mais largo corpus da bibliografia portuense.

Exemplar quase impecável, não relevando o ligeiríssimo desgaste exterior.
 
15€

17 de outubro de 2017

exposição levantamento da arte do século XX no Porto

(sob o patrocínio da Direcção Geral dos Assuntos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Educação e Cultura e com a colaboração da Câmara Municipal do Porto)

(reprodução, impressão e encadernação de Rocha / Artes Gráficas – Vila Nova de Gaia). [S/d – 1975?]. In-4º esguio de págs. inums. Br.

Com uma página de breve biografia artistica dedicada a cada um dos nomes recenseados, a antologia foi organizada por ordem alfabética, de A (Amadeo, por exemplo) a Z (Zulmiro de Carvalho). Entre os organizadores estiveram Ângelo de Sousa, Fernando Pernes, Jorge Pinheiro e José Rodrigues.

Exemplar com marcas de desgaste na capa.

10€

16 de outubro de 2017

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1986. In-8º gr. de 214, [2] págs. Br.
 
Junta-se: 

Catálogo dos Postais Ilustrados Antigos: Porto / suplemento (organizado por Marina de Morais Freitas de Matos)
Biblioteca Pública Municipal do Porto / Porto 1993. In-8º gr. de 62, [2] págs. Br.


Exemplares com algum desgaste e carimbos de biblioteca.

 
Preço conjunto: 10€.

14 de outubro de 2017

O Traje no Distrito do Porto (finais do séc.XIX príncipios séc.XX)

(Recolha do Grupo de Danças e Cantares do C.A.A.S. • Porto.)

Conjunto de 29 postais classificados nas categorias «Trajes de Trabalho», «Trajes de Festa» e «Trajes de Vendedores», com particular peso dos concelhos de Porto e Gaia mas figurando espécimes de todo o distrito.

Colecção completa, conservando o estojo de embalagem. 

15€