livraria on-line

bibliographias

bibliographias@gmail.com / 934476529

.

.

25 de março de 2017

Veloso de Araújo ― Camilo em San-Miguel-de-Seide

Braga: Livraria Cruz – Editora. 1925. In-8º de 319, [1] págs. Enc.

Um dos mais extensos da vasta bibliografia passiva camiliana, com especial relevo para a história da pequena povoação e das suas gentes, da casa de Camilo (herdada pela mulher de Pinheiro Alves, cujas raízes familiares na terra são igualmente abordadas) e dos seus primeiros tempos já como Casa-Museu à entrada da década de 1920, o volume reúne depoimentos da «tradição» popular e documentos ainda inéditos do acervo reunido por Ana Plácido e deixado em grande parte à neta, Raquel Castelo-Branco, que viria mais tarde a publicar também, em nome próprio, muitos deles; integrando fotogravuras várias em folhas destacadas de papel couché e a reprodução fac-simile de muitas das cartas referidas, algumas delas numa série de folhas desdobráveis, à parte e por numerar, no final.
 

Exemplar do 2º milhar, revestido de uma boa encadernação com lombada e cantos em pele gravada a ouro, conservando a bela capa de brochura e só de leve aparado à cabeça; em muito bom estado.
 
30€

24 de março de 2017

Oldemiro César ― Camilo e o Amor de Perdição

Editorial Domingos Barreira. Pôrto. (1947). In-8º de 218, [6] págs. Br.
 
Apesar do que possa indiciar o título, o livro não é uma monografia dedicada ao principal romance de Camilo – ainda que dele tratando dois capítulos em exclusivo –, mas um estudo de mais amplo escopo com apontamentos vários para a biografia do escritor. Ilustrado em folhas à parte de papel couché, o volume apresenta ainda, a terminar, uma longa folha desdobrável reproduzindo em fac-simile o manuscrito do Amor de Perdição, na passagem em que era narrada a morte de Simão; e inclui, também no fim, uma «Breve Antologia Camiliana» e bibliografia.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos: apenas o ligeiro envelhecimento da capa e alguns vestígios de acidez ao longo do volume.
 
20€

23 de março de 2017

Cartas de Camillo Castello Branco

Cartas de Camillo Castello Branco (Colecção, Prefácio e Notas de M. Cardoso Martha)

H. Antunes & C.ª – Editores/Rio de Janeiro – M.DCCCCXXIII. In-8º de 206, [2] págs. Br.

Enviadas a gente tão vária como Herculano, Chardron, Soares de Passos, João de Deus, Joaquim de Araújo, Maria Amália Vaz de Carvalho, etc., o volume reúne um total de 26 cartas, algumas delas então ainda inéditas; e apresenta como útil «anexo» uma pequena biografia de cada um dos correspondentes em causa, redigida por Cardoso Marta – que, em compensação e ao contrário do indicado no sub-título, não compôs prefácio algum, ou teria ele sido esquecido – e inserida numa coluna marginal. Capa ilustrada na frente por um retrato a óleo do romancista executado pelo conhecido pintor, ilustrador e professor de Belas-Artes portuense Alberto de Sousa.

Exemplar um quanto desgastado na capa, já com alguma fragilidade; no miolo, ainda muito razoável, apenas pontuado por algumas marcas de acidez.
 
16€

22 de março de 2017

Ana Plácido ― Cartas Inéditas

Cartas Inéditas da segunda mulher de Camillo Castello Branco (Com algumas notas e commentarios de A. d’A. N. B.) // «O produto liquido da venda d’este folheto reverte a favôr da subscripção, aberta em Villa Nova de Famalicão, para reconstruir a casa de S. Miguel de Seide.

Depositária: Livraria de J. Rodrigues & C.ª. Lisboa. 1916. In-8º gr. de 27, [1] págs. Enc.

O volume, de tiragem restrita, foi organizado por Afonso de Azevedo Nunes Branco e editado por Manuel Espinho, velho amigo do casal e visita regular na casa de Ceide, a pretexto do que seria o 91º aniversário de Camilo; e inclui, além da transcrição das cartas, várias folhas destacadas de papel couché com o fac-simile de uma delas e alguns retratos da própria Ana Plácido, que num aparece acompanhada dos três filhos.

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele, conservando por inteiro a capa de brochura. Em muito bom estado.
 
25€

21 de março de 2017

Rocha Martins ― Os Romanticos Antepassados de Eça de Queiroz

Editorial Inquérito, 1945. In-8º de 285, [3] págs. Br.
 
Ilustrado em folhas destacadas de papel couché, o livro confere particular destaque ao pai de Eça, o juiz Teixeira de Queirós, sendo um capítulo exclusivamente dedicado a dois processos célebres julgados no Porto: o do Conde do Bolhão e o do par romântico Camilo Castelo Branco / Ana Plácido.
 
Exemplar em bom estado, mas ligeiramente marcado por acidez e com um pequeno rasgão no pé da capa, sobre o encaixe.
 
14€

20 de março de 2017

Rocha Martins ― A Paixão de Camilo (Ana Placido)

Edição do Auctor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas do «ABC». Lisboa. [S/d – 1924?]. In-4º de 357, [3] págs. Br.
 
Primeira edição de um dos grandes «clássicos» da bibliografia camiliana, mosaico como poucos da sociedade portuguesa e, muito em particular, portuense do séc.XIX. O volume, ilustrado na capa por Stuart Carvalhais, integra em folha preliminar de papel couché um retrato de Ana Plácido por António Carneiro composto originalmente para o efeito, além de vários clichés destacados sobre folhas únicas com o fac-simile de jornais e documentos diversos seus (cartas, diário, etc.) e a reprodução de fotografias e retratos – dela, de Camilo, de familiares e de amigos (como Vieira de Castro, «O Condemnado»).

Exemplar do terceiro milhar impresso, resguardado por uma boa encadernação recente que conserva por inteiro a capa.
 
40€

17 de março de 2017

Romantismo e Bibliotecas


Nem toda a gente saberá que Camilo Castelo Branco, como Fernando Pessoa, foi um frustrado bibliotecário. De Pessoa, toda a gente sabe tudo, e que concorreu a um lugar na biblioteca de Cascais - bem próximo da Boca do Inferno onde encenou aquelas fitas pseudo-esotéricas com Aleister Crowley. Como Camilo, em vão.
Vago o lugar de 2.º bibliotecário na então recente Biblioteca do Porto (à época, Real
Bibliotheca do Porto, e não Biblioteca Municipal do Porto), em São Lázaro, o romancista, em pleno escândalo adulterino com Ana Plácido, achou que não calharia mal uma profissão sossegada, confortável, de salário certo ao fim do mês - num sítio que conhecia bem, pois já o frequentara muitíssimo enquanto leitor. Vai daí, pediu a intercessão de um famoso antecessor no cargo: Alexandre Herculano, que a assumiu.
"Consta-nos que entre os concorrentes se apresenta o sr. Camilo Castelo Branco. Se no Porto há
um vislumbre de respeito ao talento, nem a câmara pode deixar de o apresentar ao governo como candidato, nem o governo de o revestir das funções que solicita."
 
O parecer de Herculano, num artigo de jornal que poucos terão lido, não serviu de muito, que já na altura valiam mais as graduações académicas e sobretudo as posições - a.k.a. «cunhas» - do que as efectivas aptidões. E as de Eduardo Allen, o nomeado, membro de uma importante família do burgo, falaram mais alto:
"O Allen é um mancebo muito recolhido. Tira bonitos riscos para bordados, e faz recortes muito
engenhosos para enquadrar imagens de santos. No art.º mulheres não há pecha que pôr-lhe. Este há-de ser o bibliotecário, porque é de esperar que não respeite a virgindade dos livros menos que a das mulheres" (Camilo, em carta a Herculano, de quem aliás se afastaria por causa deste episódio, após cometer uma inconfidência; é sabido que o carácter do mais novo, ao contrário do mais velho, não era nada perfeito...)
 
Para que se note bem o prestígio da jovem profissão naquela época, à frente de Camilo no concurso ficaram ainda senhores como o poeta ultra-romântico portuense Soares de Passos - tão apreciado, também ele, por Herculano.
Se é difícil, mas curiosíssimo, imaginar o que seria Camilo como bibliotecário, parece mais
fácil especular com o poeta do célebre "Vai alta a lua na mansão da Morte" - o cemitério do Prado [do Repouso], ali tão perto. Ia ser ele próprio a pedir o que hoje protestam os leitores mais tardios: abrir a biblioteca à noite. Nos intervalos do trabalho, uivaria e faria versos.
De qualquer modo, rezam as crónicas que o escolhido Allen até foi um bom bibliotecário. Menos
mal...  

14 de março de 2017

Jacinto Baptista ― Alexandre Herculano, Jornalista

Livraria Bertrand  (Apartado 37 –) Amadora. (1977). In-8º de 190, [2] págs. Br.
 
Dedicado a José Rodrigues Miguéis e extravasando, ao contrário do que asseguram título e apresentação, a carreira jornalística do «Lobo do Vale», o livro pode bem considerar-se uma semi-biografia de Herculano, planando política e culturalmente sobre os tempos do nosso liberalismo – mas focando em grande parte, com interesse, a história da imprensa portuguesa do séc.XIX. Destaque para o último capítulo, uma antologia de textos publicados anonimamente pelo historiador-escritor-jornalista-etc. nas páginas de O Panorama e do Diario do Governo.  

Bom exemplar, parecendo por estrear.
 
10€

13 de março de 2017

António Baião ― Duas Comunicações sobre Alexandre Herculano

Lisboa: 1950. (Composto e impresso na oficina «Ottosgráfica, Ltd.ª»). In-8º de 30, [2] págs. Br.

A primeira comunicação, «Descrição do Castelo de Almourol», inclui a transcrição de um manuscrito de Herculano, ainda inédito e na posse de descendentes de Basto Júnior, o funcionário da Torre do Tombo que acompanhou e coadjuvou o historiador na célebre excursão pelo centro e pelo norte do país; a segunda, «Herculano e Castilho», dá conta da amizade e da posterior desavença entre os dois.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta de António Baião a Cortez Pinto. Em bom estado, apenas com alguns vincos na capa e, mais marginais, no miolo.

14€

10 de março de 2017

José Agostinho ― Alexandre Herculano

Casa Editora de Antonio Figueirinhas —— Deposito geral: Livraria Portuense, de Lopes & C.ª – Successor (119, Rua do Almada, 123 - Porto) – 1910. In-8º de 310, [2] págs. Enc.
 
Trabalho dado a público na colecção «Os Nossos Escritores», tendo em anteportada um conhecido retrato de Herculano.

Exemplar encadernado em percalina gravada a ouro na pasta superior e na lombada, não conservando a capa primitiva.
 
10€ 

9 de março de 2017

Doellinger ― Elogio Historico de Alexandre Herculano

DOELLINGER, Johann-Josef-Ignaz von ― (Herculano na Allemanha) / Elogio Historico de Alexandre Herculano recitado em Munich na sessão solemne da Real Academia das Sciencias da Baviera, a 28 de Março de 1878 por (...) Presidente da mesma Real Academia/(versão directa do allemão)
 
Editora: Empreza da Historia de Portugal, de Schaefer. Porto – 1920. In-8º gr. de 40 págs. Br.
 
Proferido a pretexto da homenagem a Herculano – que era sócio da Academia, e de quem são carreados vários apontamentos biográficos e bibliográficos –, o discurso de Doellinger (tão conhecedor da História de Portugal, mais até em alguns aspectos do que um português medianamente culto dos nossos dias, que se desconfia de um qualquer auxílio de mão lusa…) é dos mais arrasadores (e quase sempre certeiro, salvo quando tendencioso e demasiado desdenhosamente anti-latino à alemã) diagnósticos alguma vez feitos sobre o país, cheio de passagens que um sr. Schauble subscreveria mas que não seria decerto capaz de escrever: (págs. 17,19,31).
 
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de oferta (“A Adolpho Cyrillo de Serpa Carneiro”) e autógrafo de Sampaio Bruno – o editor e, talvez, tradutor – na folha preliminar.
 
28€

6 de março de 2017

Alexandre Herculano ― Historia de Portugal

Historia de Portugal desde o começo da monarchia até o fim do reinado de Affonso III, por A. Herculano / Oitava edição definitiva conforme com as edições da vida do autor, dirigida por David Lopes (Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Edição ornada de gravuras executadas sobre documentos authenticos debaixo da direcção de Pedro de Azevedo (Conservador do Archivo Nacional)

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris Lisboa. (Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro. – S. Paulo. – Bello Horizonte.). [S/d]. 8 tomos in-8º. Enc. em 4.
 
Edição decalcada da anterior (1914), que também temos, aproveitando os mapas e as gravuras escolhidos por Pedro de Azevedo.
Colecção completa, com os tomos encadernados aos pares, num total de quatro; tendo as encadernações lombada e cantos em pele, todos ornados a ouro, mas sem conservar – ao menos, de modo visível – as capas primitivas.
 
50€

4 de março de 2017

Alexandre Herculano ― Composições Varias

Livraria Francisco Alves. (Na capa: Antigas Casas Aillaud e Bertrand, Lisboa). In-8º de 271, [5] págs. Br.

Entre inéditos e dispersos, de proveniência infelizmente não indicada pelo editor, o volume recolhe os estudos «Conversão dos godos ao catholicismo», «Instrucção publica», «Da educação e instrucção das classes laboriosas», «Aristocracia hereditaria», «Jurados», «Tumultos d’Evora», «A questão de Salvaterra», «A padeira d’Aljubarrota», «D. Francisco Manuel de Mello», «Do Christianismo» e «Memoria sobre a origem dos Livros de Linhagens». Primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com a capa já ligeiramente fragilizada.
 
18€ 

2 de março de 2017

Alexandre Herculano ― Eurico o Presbytero

Eurico o Presbytero / trigesima segunda edição / (Edição definitiva conforme com as edições da vida do auctor, dirigida por David Lopes, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Com dois appendices

Livraria Bertrand | Livraria Francisco Alves. [S/d]. In-8º de 326, [2] págs. Enc.

Exemplar revestido de uma boa encadernação recente com lombada em pele, executada na prestigiada casa portuense Invicta ; conservando ambas as faces da capa original e até, curiosamente, ainda colado o talão de venda da Livraria Bertrand, com o preço marcado de 10$. Com uma assinatura de propriedade no anterrosto datada de 1936, mas que poderá não ser do proprietário original ou então ser mais tardia – porque suponho a edição (não datada) anterior em alguns poucos anos.
 
15€

28 de fevereiro de 2017

Alexandre Herculano ― Poesias

Lisboa, Livraria de Tavares Cardoso & Irmão. 1894. In-8º de 336 págs. Enc.
 
Livro Primeiro – A Harpa do Crente
Livro Segundo – Poesias Varias (inclui o conhecido drama «Os Infantes em Ceuta»)
Livro Terceiro – Versões (de Lamartine, Béranger, Millevoye, Delavigne e Burger)

Exemplar da série numerada (coube-lhe o nº661) e assinada pelos editores, com encadernação em percalina, gravada a ouro (pasta frontal e lombada) e a negro (pasta de trás), da que foi a sexta edição do livro.
 
15€

27 de fevereiro de 2017

Alexandre Herculano ― Cartas

Antigas Casas Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves, Bastos & C.ª, Editores (73, Rua Garrett, 75)  Lisboa. 2 tomos in-8º de 296, [2] e 288 págs. Enc. em 1.
 
Primeira das várias edições desta recolha, com o segundo tomo publicado já naquela parceria habitual entre a Aillaud e a carioca Livraria de Francisco Alves – que lhe compôs a capa, se não houve duas séries distintas, uma para a metrópole e outra para a antiga possessão. Em todo o caso, estes dois volumes, conjuntamente revestidos de uma bela encadernação ao estilo meio-amador com lombada em pele gravada a ouro e pastas marmoreadas, têm-na diversa.  

30€

25 de fevereiro de 2017

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

22 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett (no I Centenário da sua morte ― 1954).

(Desta obra tiraram-se mil e cem exemplares numerados e assinados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia « Composta e impressa na Tipografia Sequeira com a colaboração da Litografia Nacional, na parte litográfica « Direcção gráfica da Livraria Tavares Martins). In-8º gr. de 218, [4] págs. Br. 

“Livro de homenagem a Almeida Garrett editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, consta dos estudos «Almeida Garrett, o criador da etnografia na Península», de Fernando Castro Pires de Lima, e «Acerca de «Miragaia» de Garrett», de Ramón Menéndez Pidal, a que se segue a transcrição, em português e francês, do dito Miragaia ; com um prefácio do então edil gaiense. Volume impresso a duas cores sobre bom papel vergé encorpado, apresentando como graça o ex-libris («Sempre Fixa», que Gomes de Amorim reporta, talvez errado, nas suas memórias ser uma derivação algo abandalhada do Semper Fidelis latino) de Garrett colado sobre a folha preliminar.  

A este exemplar, por estrear, com os cadernos inteiramente por abrir, coube o nº 898. 

28€

20 de fevereiro de 2017

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

17 de fevereiro de 2017

viagens com Garrett

viagens com Garrett (Texto de Isabel Lucas / fotografias de Paulo Alexandrino)

Contexto. (2000). In-8º gr. quadrado de 178, [6] págs. Br.
 
“Ao decidir fazer aquela viagem pelo Ribatejo, Almeida Garrett não se baseou em nenhum guião. O objectivo a que nos propusemos agora é o de seguir um percurso com paragens ao ritmo do acaso, tentando refazer o roteiro original que o escritor nos deixou. Século e meio depois, como estão as paisagens e os lugares que Almeida Garrett descreveu no livro Viagens na Minha Terra? Sem qualquer tipo de pretensão literária, fomos recolhendo impressões, apontando as marcas dos sítios, das gentes, das paisagens, de alguns costumes, das belezas e das fealdades numa determinada época, aliando o texto à imagem que muitas vezes deve ser entendida enquanto metáfora, assumindo um discurso independente da escrita, mas que não lhe é alheio”.
Um dos bons álbuns da Contexto, amplamente ilustrado pelas fotografias referidas e com graça para a bibliografia ribatejana. 

Exemplar por estrear.
 
15€

16 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Viagens na Minha Terra

Viagens na Minha Terra (Introdução de Maria Ema Tarracha Ferreira / Ilustrações de Lima de Freitas)

Verbo. (1983). In-8º gr. de 255, [17] págs. Enc.
 
Edição muito cuidada, publicada na série «Tesouros da Literatura Portuguesa» comemorando os 25 anos da fundação da editora, que a fez encadernar em material sintético – finamente decorado a ouro na lombada e na pasta frontal – a imitar pele. A extensa introdução destacada sublinhava nas Viagens, “obra única na Literatura portuguesa”, o “misto de narrativa de viagens, de crónica jornalística, de autobiografia, de comentário político, de novela sentimental”; e as típicas ilustrações do pintor setubalense – infelizmente, aqui, poucas – são reproduzidas a cores.

Exemplar valorizado por autógrafo do próprio Lima de Freitas.
 
30€

14 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Romanceiro

Romanceiro (edição revista e prefaciada por Fernando de Castro Pires de Lima)

1949 ―― Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira, Editor (Rua do Almada, 119 – Porto). In-8º de 474, [6] págs. Br.
 
“Garrett viu como ninguém, e muito antes que outros o vissem, onde estava a raiz de uma literatura nova, donde tinha de sair, um dia, um Portugal novo, orgulhoso das suas virtudes e respeitador das suas crenças, e viu isso, repito, num momento em que todos estavam cegos por uma psicose decadente e anti-nacional”, escrevia Pires de Lima no seu psicótico prefácio, chamando psicose ao liberalismo e sugerindo que Garrett, entretanto às voltas na campa, fosse o precursor da literatura estado-novense. À parte isto, conseguindo-se, as notas do organizador ao longo do volume até têm algum interesse pelos aportes folclóricos e etnográficos.
Edição ilustrada na capa por um desenho de Fernando Bento.
 
Exemplar em bom estado, salvo a habitual acidez devida ao tipo de papel utilizado.
 
14€

11 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ―Teatro

1972, Parceria A. M. Pereira, Lisboa. 3 vols. in-4º de 297, [7]; 155, [5]; e 408, [4] págs. Enc.

Edição publicada na colecção «Obras Completas de Almeida Garrett», da mão de Jacinto do Prado Coelho, sendo esta série de «Teatro» a única que ainda chegou a sair: o primeiro volume, prefaciado por longo estudo introdutório de Andrée Crabbé Rocha acerca da dramaturgia garrettiana, reproduzindo Catão, o segundo Merope e o terceiro Um Auto para Gil Vicente e O Alfageme de Santarem. (Viria a ser ainda composto um IV, Frei Luiz de Sousa ; mas que mal entrou no mercado, se é que chegou a entrar, e não teve esta série especial). O texto foi fixado e revisto por uma equipa de especialistas e a mulher de Torga acrescentou-lhe ainda notas no vol. II.

Exemplares da tiragem especial de 350 impressa em maior formato sobre belíssimo papel avergoado e encadernada, carimbada, rubricada e numerada pelos editores, que a estes atribuíram o n.º 79. A encadernação foi integralmente em pele, tendo gravados a seco a efígie de Garrett, na frente, e atrás o brasão de família, sobre a marca editorial.
 
75€

8 de fevereiro de 2017

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa / Catão

Frei Luiz de Sousa

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1902. In-8º de 197 págs.

Quinta edição do mais conhecido drama de Garrett, apresentando o “Juizo crítico sobre Frei Luiz de Sousa”, de Rebelo da Silva, em apêndice no final.

E, encadernado em conjunto,

Catão

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1900. In-8º de 260 págs.

Sexta edição, com os prefácios das quatro primeiras incluídos.

Encadernação da época, simples, sem conservação das capas de brochura respectivas.

18€