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21 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Prosas Barbaras

Prosas Barbaras (Com uma Introducção por Jayme Batalha Reis)

Porto: Livraria Chardron, Lello & Irmão, editores. 1903. In-8º de LIII, [III], 246, [2] págs. Enc.

Primeira edição em volume de uma série de textos da produção temporã de Eça, originalmente publicados em folhetins na Gazeta de Portugal (salvo o último, e mais longo, «A morte de Jesus», escrito já alguns anos depois, na ressaca da viagem ao Médio-Oriente, e dado a lume na Revolução de Setembro) e aqui reunidos pela mão de Chardron e do amigo Batalha Reis, três anos passados sobre a morte do romancista; sendo do escritor a longa – ocupa as cinquenta páginas iniciais – «Introducção. Na primeira phase da vida litteraria de Eça de Queiroz.» em que, na qualidade eventual de “testemunha mais proxima da redacção dos escriptos agora reunidos em volume, e por esse tempo, o amigo mais inseparavel do author”, dava conta da convivência com ele nessa década de 1860, narrando vários episódios curiosos da boémia pela Lisboa de então e deixando para a posteridade apontamentos que forçosamente interessam à biografia queirosiana, desde a enumeração das primeiras influências literárias aos pequenos (grandes no rebuscamento) tiques e manias que já então se manifestavam e célebres ficariam, até pela dose de ridículo envolvida. O volume integra, além da mesma «Introducção» inicial e do referido «A morte de Jesus» final, «Notas marginaes», «Macbeth», «A ladainha da dôr», «Entre a neve», «Os mortos», «A Peninsula», «O «Miautonomah», «Mysticismo humoristico», «O milhafre», «Lisboa» (a ler bem por aqueles que tanto gostam de citar o «Portugal é Lisboa», após isso devendo rever a posição, esquecendo a cronologia), «O Senhor Diabo», «Uma Carta», «O lume», «Mephistopheles» e «Memorias d’uma forca».

Exemplar da série encadernada pela editora em percalina com gravações a ouro na lombada e na pasta superior, incluindo aqui os relevos com o seu emblema.
 
45€   

19 de junho de 2017

Eça de Queirós ― A Cidade e as Serras

A Cidade e as Serras / quinta edição

Porto – 1917 / Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores / (Rua das Carmelitas, 144). In-8º de 385, [3] págs. Enc.

Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina com gravações a ouro (lombada e pasta frontal) e a seco desenhando ornamentos em relevo: a efígie do romancista à frente e o emblema da Lello atrás destacando-se. Série que, nesse modelo habitual, tem aqui uma apresentação preliminar de Eça (ilustrada por um retrato igualmente sobre as guardas) que em regra não aparecia, e salvo erro depois deixou de todo de aparecer.

15€

16 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Correspondência

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão. 1925. In-8º de XVI, 312 págs. Enc.

Primeira edição, ilustrada pelo conhecido retrato do escritor desenhado por António Carneiro e prefaciada pelo seu filho, José Maria – que, na «Introducção», justificava a publicação em volume de uma série de cartas “escolhidas com paciencia e escrupulo, e que, pela elegancia da forma ou os assumptos que versam, (me) pareceram dignas de publicidade”. Dessas 84 missivas destacam-se, em número, as enviadas a Ramalho e, mais ainda, a Oliveira Martins, além das outras aos condes de Arnoso, Ficalho e Sabugosa e a Luís de Magalhães, Mariano Pina, Alberto de Oliveira, etc.; salientando-se uma, muito reverencial, a Camilo, em que lhe pedia colaboração para a projectada Revista de Portugal que depois viria a dirigir.
 
Exemplar da série encadernada pelo editor.

28€

Eça de Queirós ― Correspondência

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão. 1925. In-8º de XVI, 312 págs. Enc.

Exemplar revestido de uma encadernação da época com a lombada (levemente solta na metade inferior) em percalina gravada a ouro. Bom estado, sem falhas de maior: apenas alguns vincos e muito pontuais vestígios de acidez.

25€

Eça de Queirós ― Correspondência

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão. 1925. In-8º de XVI, 312 págs. Br.
 
Exemplar da série comum, em brochura, prejudicado por defeitos exteriores e frequentes manchas de acidez ao largo do volume.
 
15€

14 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Cartas Inéditas de Fradique Mendes

Cartas Inéditas de Fradique Mendes e mais Paginas Esquecidas

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.da / editores – (Rua das Carmelitas, 144) – 1929. In-8º de XLVII, [I], 298, [2] págs. Enc.

O volume abre com um In Memoriam de José Maria de Eça de Queirós (filho), cuja morte temporã os editores assim assinalavam em página preliminar; seguindo-se o longo prefácio que o primogénito do escritor ainda chegou a deixar pronto para publicação, e no qual, entre outras coisas, defendia Eça das acusações de plágio – sabemos hoje que em vão, por já ter sido suficientemente demonstrado.
São as «Paginas Esquecidas» a justificar e a ocupar a esmagadora maioria da edição, recolhendo textos e artigos dispersos como «Poetas do mal» (sobre Poe, Baudelaire e Flaubert), «Idealismo e realismo», «Os «Vencidos da Vida»», «El-rei D. Luiz», «A revolução do Brazil», «O ultimatum».
 
Exemplar da série encadernada pelos editores em percalina, mas padecendo já de alguns defeitos: assinatura de propriedade no anterrosto, pequeno rasgão no rosto, esparsas marcas de acidez, ligeiro amarelecimento do papel nas margens, etc.
 
20€

Eça de Queirós ― Cartas Inéditas de Fradique Mendes

Cartas Inéditas de Fradique Mendes e mais Paginas Esquecidas

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.da / editores – (Rua das Carmelitas, 144) – 1929. In-8º de XLVII, [I], 298, [2] págs.
 
Exemplar da série comum em brochura, excepcionalmente bem conservado.
 
25€ 
 

12 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Ultimas Paginas

Ultimas Paginas (manuscriptos ineditos): S. Christovam – S.to Onofre – S. Frei Gil – Artigos Diversos / segunda edição

Porto: Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, editores – 1917. In-8º de VII, [I], 500, [4] págs. Enc.
 
Para além das biografias que viriam a dar origem ao volume independente «Lendas de Santos», o livro inclui ainda um longo artigo («O Francezismo», alegado mal do nosso país, “traduzido do francez em vernaculo”), uma das crónicas inglesas («Testamento de Mecenas»), uma «Ultima carta de Fradique Mendes» e, chamariz principal, uma extensa, curiosíssima e descaradamente hipócrita carta a Camilo – pretendendo, ou nem isso, convencê-lo de que a sátira publicada num artigo aos escritores ditos «românticos» que, vituperando o realismo, escreviam depois nas capas dos seus livros o apelativo «romance realista», para não dizer «romance obsceno», não era para ele (nem para «A Corja», nem para o «Eusebio Macario»…).
   
Exemplar da série encadernada pelo editor em percalina gravada a ouro (lombada e pasta superior) e a seco, tendo à frente a efígie de Eça.
 
17€

Eça de Queirós ― Ultimas Paginas

Ultimas Paginas (manuscriptos ineditos): S.Christovam – S.to Onofre – S.Frei Gil – artigos diversos / sexta edição

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores – (Rua das Carmelitas, 144) – 1937. In-8º de VII, [I], 425, [3] págs. Enc.

Exemplar revestido de uma boa encadernação em material sintético a imitar pele. Conserva a bonita frente da capa de brochura (que parece aguarela de Alberto Sousa) e foi aparado por inteiro.
 
15€

9 de junho de 2017

Eça de Queirós ― O Conde d'Abranhos

O Conde d’Abranhos: notas biographicas por Z. Zagallo e A Catastrophe

Porto, Livraria Chardron, 1925. In-8º de XXXI, [I], 290 págs. Enc.

Primeira edição, com a reprodução hors-texte de um retrato de Eça por António Carneiro e uma introdução intitulada “Dous Manuscriptos a Lapis”, assinada por José Maria de Eça de Queirós, filho homónimo do escritor. Os “Dous Manuscriptos” são os dois títulos aqui reunidos em publicação póstuma, sabendo-se ter sido O Conde d’Abranhos burilado e retocado, para o efeito, por José Maria, pretendendo atenuar “o seu excesso critico, o seu exagero caricatural” e torná-lo, apesar de tudo, mais brando. Acompanha a introdução o fac-simile de uma carta enviada por Eça a Ernesto Chardron com a apresentação e o resumo do livro.
 
Exemplar encadernado com lombada e cantos em percalina. Não conserva a capa de publicação e apresenta assinatura de propriedade. De resto, bem conservado. 

35€

Eça de Queirós ― O Conde d'Abranhos

O Conde d’Abranhos: apontamentos biographicos e reminiscencias intimas por Z. Zagallo seu secretario particular e A Catastrophe (setima edição)

1945 / Livraria Lello & Irmão – editores (144, Rua das Carmelitas) – Pôrto. In-8º de XXI, [I], 290, [2] págs. Enc.

Aproveita as edições anteriores, de que é praticamente decalcada – incluindo o conhecido retrato de Eça desenhado a sanguínea por António Carneiro e apresentado em folha destacada de papel couché na anteportada.

Exemplar bem encadernado em pele pontilhada com gravações a ouro na lombada. Conserva ambas as faces da capa original e foi aparado por inteiro.
 
10€

7 de junho de 2017

Eça de Queirós ― O Egypto: Notas de Viagem

Porto: Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.da/1926. In-8º de XXVII-[I]-354 págs. Enc.

Na «Introducção» ao volume que preparou com a colaboração do irmão Alberto, contava José Maria d’Eça de Queirós (filho) serem estas notas, por si encontradas 57 anos depois entre os papéis do pai, o fruto das impressões colhidas pelo escritor na viagem que empreendera com o Conde de Resende rumo a Oriente - chegariam mesmo a Jerusalém e à Palestina -, aproveitando o pretexto da abertura do Canal de Suez (a cujas festas viriam a assistir). Escritas numa altura em que Eça, então com 23 anos, era “mais notavel pelas suas gravatas do que pelas suas obras”, poderiam ler-se, ainda segundo o filho,  como o melhor testemunho a revelar “a sua expontaneidade, a facilidade do termo, a propriedade da expressão, a abundancia do commentario”, pretendendo desmentirem a ideia de ter sido ele “um escriptor lento, torturado, produzindo pouco – e que esse pouco o concebia com esforço e devagar”.

Primeira edição, já relativamente invulgar; reproduz um retrato do romancista em 1875 em folha destacada junto ao frontispício.

Exemplar revestido de encadernação recente em tecido sintético imitando pele; ainda bem cuidado e conservando por inteiro a capa de brochura. Miolo também em boa condição geral, descontando alguns irregulares vestígios de acidez.
 
36€

Eça de Queirós ― O Egypto: Notas de Viagem

O Egypto: Notas de Viagem (Quinta Edição)

1943. Livraria Lello & Irmão, Editores. Pôrto. In-8º de XXVII, [I], 354, [2] págs. Br.

Em bom rigor, não foi esta uma nova edição, mas mais uma das várias reimpressões da edição original, reproduzindo o mesmo e conhecido retrato de «Eça de Queiroz em 1875», a mesma introdução e, de fio a pavio, as mesmíssimas paginação e mancha tipográfica.

10€  

5 de junho de 2017

Eça de Queirós ― Contos

1934 / Livraria Lello, Limitada – Editora, Proprietária da Livraria Chardron (144, Rua das Carmelitas) – Pôrto. In-8º peq. de [8], 331, [1] págs. Enc.

Colectânea de contos organizada postumamente e pela primeira vez publicada em 1903 – sendo dessa edição original aqui transcrito o prefácio. O livro começa com o mais conhecido “Singularidades de uma rapariga loura”, que aliás inspirou e deu título a um dos últimos filmes de Manoel de Oliveira; seguindo-se-lhe «Um poeta lírico», «No moinho», «Civilização», «O tesoiro», «Frei Genebro», «Adão e Eva no Paraíso», «A aia», «O defunto», «José Matias», «A perfeição» e, também badalado, «O suave milagre».

Exemplar revestido de boa encadernação em material sintético imitando pele, com a lombada gravada a dourado. Conserva a frente da capa de brochura.

15€

Eça de Queirós ― Contos

1946 / Livraria Lello & Irmão, Editores (Proprietários da Livraria Chardron) – Porto. In-8º de [8], 331, [1] págs. Enc.

Exemplar revestido de sóbria encadernação com lombada em pele gravada a ouro. Conserva a frente da capa original e foi aparado por todo. Picos de acidez ao longo do volume e sobre o papel nas folhas iniciais.

14€

3 de junho de 2017

Eça de Queiroz Entre os Seus

Eça de Queiroz Entre os Seus (apresentado por sua filha) / Cartas Íntimas (3.ª edição)

1958 / Lello & Irmão – Editores (144, Rua das Carmelitas) – Porto. In-8º de 441, [3] págs. Enc.

Publicada por iniciativa principal da filha Maria, de quem são também as notas explicativas e parafrásticas que entremeiam as cartas, o livro foi, salvo erro, a primeira recolha sistemática da correspondência entre Eça e a mulher Emília (que tinha, como correspondente, a sua graça...); no âmbito da profusa série de edições que saíram nesse ano (58) do centenário do nascimento do romancista. Recorde-se que a mesma Lello publicaria já no final do século um álbum monumental (Correspondência Epistolar), também várias vezes reeditado, organizado por Campos Matos a partir daqui.
As epístolas, por ordem cronológica, foram enquadradas nos capítulos «Noivos (um desenho luminoso)», «Bristol (A afeição e dedicação de uma vida inteira)», «Paris (Felizes aqueles que não precisam de andar longe de quem amam)», «Neuilly (Arte e Amor com A grande)», «Avenue du Roule (...um cantinho de fogão...)» e «Trágico 1900 (Recolho a Paris)».

O volume foi coberto de uma boa e modesta encadernação em percalina, que porém suprimiu a (embora desinteressante) capa de brochura.
 
14€

1 de junho de 2017

Livro do Centenário de Eça de Queiroz

Edições Dois Mundos (Livros do Brasil, Lda. – Lisboa / Livros de Portugal, Lda. – Rio). In-4º de 716, [4] págs. Br.

Com organização de Lúcia Miguel Pereira (parte brasileira) e Câmara Reis (parte portuguesa), o volume, conforme explicava a primeira no seu prefácio, resultou de um convite que lhe foi feito por Jaime Cortesão, reunindo “Homens de gerações e de tendências diversas” que aqui “trazem o seu depoïmento sobre Eça de Queiroz, com aquela sinceridade que é a melhor homenagem a um artista de seu porte, a quem não diminuem as divergências” – entre os brasileiros, Gilberto Freire, Álvaro Lins, Aurélio Buarque de Holanda, José Lins do Rego, Manuel Bandeira, Gilberto Amado, por exemplo; portugueses, Hernâni Cidade, Ferreira de Castro, António Sérgio, Jaime Brasil, Fidelino de Figueiredo, Adolfo Casais Monteiro, João de Barros, Sant’Anna Dionísio, João Gaspar Simões, Roberto Nobre, Manuel Mendes, Adriano de Gusmão, João Pedro de Andrade, etc.; e «internacionais» da craveira de Roberto Giusti, Roberto Ibañez, Raimundo Lazo, Antonio Espina, Aubrey Bell e Philèas Lebesgue. Do prefácio da ensaísta saliente-se também a ideia de uma influência de Eça nos escritores brasileiros superior à do próprio Machado de Assis, durante as décadas finais de XIX e as iniciais de XX. Como será de salientar o retrato, então inédito e ainda hoje pouco conhecido, de Eça composto por Abel Salazar e reproduzido em folha preliminar de papel couché (outras são apresentadas ao longo do volume com manuscritos, fotogravuras e ilustrações).  
 
Bom exemplar.

35€

Livro do Centenário de Eça de Queiroz

Edições Dois Mundos (Livros do Brasil, Lda. – Lisboa / Livros de Portugal, Lda. – Rio). In-4º de 716, [4] págs. Br.

Outro exemplar da mesma edição, este tendo uma assinatura de propriedade do bibliófilo, político e activista cultural Rui Feijó (da conhecida família alto-minhota do poeta António Feijó) - fundador, entre outras coisas, do Auditório Nacional Carlos Alberto, no Porto.

35€ 

30 de maio de 2017

Eça de Queirós ― Crónicas de Londres

Crónicas de Londres por Eça de Queirós. Prefácio de Eduardo Pinto da Cunha

Lisboa: Editorial Aviz, 1944. In-8º de XXXVIII, [II], 266, 6 págs. Br.

Primeira edição em volume, coligindo as crónicas escritas por Eça a partir de Inglaterra – mais de Newcastle, propriamente, do que de Londres – entre 1877 e 1878 para o jornal «Actualidade». Publicada no âmbito das comemorações do 1º Centenário do nascimento do escritor, inclui uma nota dos editores a explicar a sua oportunidade e o longo (e algo entediante) prefácio de Pinto da Cunha. O conjunto das crónicas é um panorâmico mosaico da vida inglesa do último quarto de oitocentos – na linha dos que já Garrett e, mais tarde e de passagem, Oliveira Martins escreveram também – mas, além disso, dá conta dos principais acontecimentos que à época se sucediam no mundo inteiro, pelo que constitui ainda um documento de interesse histórico (decerto até sobre o literário).

Exemplar em muito bom estado, sem qualquer defeito de importância; só vincos ligeiros no encaixe e algum leve escurecimento marginal das folhas, natural dado o tipo de papel usado na impressão.
 
20€ 

29 de maio de 2017

Eça de Queirós ― Cartas

Cartas de Eça de Queiroz

1945. Editorial Aviz. In-8º gr. de XV, [I], 374, [2] págs. Br.

Primeira edição, dada a lume por ocasião das comemorações do centenário do nascimento do escritor. Com uma nota introdutória dos editores em que se defende a continuação da Correspondencia – repetida e erradamente assinalada com a data de 1928 (o livro é de 1925) – pela publicação deste conjunto de mais de 100 cartas “que encerra grande parte da sua correspondência dispersa em livros, publicações periódicas e arquivos particulares”. Entre os muitos destinatários salientam-se, em número e como seria de esperar, Ramalho e Oliveira Martins, além de outros habituais correspondentes como Luís de Magalhães, Alberto de Oliveira, João Penha, Mariano Pina, Silva Gaio e os condes de Sabugosa, Arnoso e Ficalho; incluindo-se ainda epístolas a Columbano, Rodrigues de Freitas, Teófilo Braga, Silva Pinto, etc.

Exemplar em muito bom estado, apenas com leve desgaste da capa (vestígios de acidez e, na lombada, ligeiros vincos).
 
20€

27 de maio de 2017

Eça de Queirós ― Cartas a Genelioux e Lugan

Cartas de Eça de Queiroz aos seus editores Genelioux e Lugan (1887 a 1894)//apresentadas por Marcello Caetano

Edições Panorama. Lisboa. 1961. In-8º gr. de 81, [3] págs. Br.

A edição, impressa em bom papel couché, foi inteiramente preparada e organizada por Marcelo Caetano, que, além das considerações iniciais e da conclusão, fez acompanhar de notas e comentários seus cada uma das cartas reproduzidas – de uma série de 24 enviadas por Eça, incluídas num conjunto de missivas a Genelioux e a Lugan (os sucessores de Chardron) escritas por autores vários que fora oferecido, em França, a Jorge Felner da Costa. São ainda reproduzidos excertos de alguma correspondência do romancista com sua mulher Emília, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Silva Gaio, etc.; de sugestões e interpretações críticas de autores diversos (Lopes de Oliveira e Gaspar Simões à cabeça); e o fac-simile de várias cartas e do frontispício de certas edições dos seus livros nelas referidas.

Exemplar em muito bom estado, tirando um ligeiro vinco na capa (e nas folhas iniciais e finais) e uma mínima assinatura de propriedade na primeira página de texto.
 
17€

25 de maio de 2017

Eça de Queirós ― A Emigração como Força Civilizadora

A Emigração como Força Civilizadora (Prefácio de Raul Rego)

p&r, perspectivas & realidades (1979). In-8º de 149, [3] págs. Br.

Este Relatório sobre a Emigração que hoje publicamos constitui obra inteiramente desconhecida até dos queirozianistas mais informados. (...) Porque não se publicaram até agora os relatórios de Eça de Queiroz como cônsul, tanto na Havana como em New Castle, em Bristol ou em Paris? Embora o que deles conhecemos nos dê o interesse profundo que Eça de Queiroz tomou na defesa dos emigrantes e o conhecimento que conseguiu do fenómeno social e económico da emigração, parece-nos que bom seria desenterrar dos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros quanto se lá contém para que não seja apenas o romancista grande a ser apreciado mas também o homem que não fica indiferente à sorte dos seus semelhantes. (...) O relatório que hoje publicamos tem a sua história, simples aliás. Talvez só tenha estado horas no Ministério dos Negócios Estrangeiros e de lá passaria a casa do ministro que, para o estudar, o teria levado consigo. O facto é que na família de Andrade Corvo, segundo cremos, se conservou até há pouco tempo. Adquirimo-lo num leilão do livreiro-antiquário e nosso amigo Arnaldo Henriques de Oliveira.” (Do prefácio).

Exemplar da série corrente, em brochura; por estrear, sem qualquer defeito significativo.
 
12€    

Eça de Queirós ― A Emigração como Força Civilizadora

A Emigração como Força Civilizadora (Prefácio de Raul Rego)

p&r, perspectivas & realidades (1979). In-8º de 149, [3] págs. Enc.

Exemplar n.º 185 da série especial de 200 em papel moulin creme encadernada pelo editor em tela e rubricada pelo próprio Raul Rego; por estrear - condição irrepreensível.

24€ 

24 de maio de 2017

Eça de Queirós ― A Tragédia da Rua das Flores

Lisboa, Moraes-Editores, 1980. In-4º de 468, IV págs. Br.

Primeira edição do romance de Eça que mais tempo permaneceu inédito, com um amplo trabalho de fixação do texto a cargo de João Medina e de Campos Matos. João Medina assina também o longo prefácio – estende-se até à pág.41 – em que, para além da sinopse do livro, da sua «história» e da exegese crítica, se explicam precisamente as opções tomadas na reprodução do texto manuscrito.

Exemplar da série especial encadernada em tela e numerada (tendo-lhe cabido o nº405) pelo editor.
 
35€

23 de maio de 2017

Eça de Queirós ― Cartas Inéditas

Cartas Inéditas (Introdução, comentários e notas de Beatriz Berrini)

Lisboa, Edições «O Jornal». 1987. In-4º de 71, [1] págs. Br.

Primeira edição de um conjunto epistolar integrado no espólio de Jaime Batalha Reis que a Biblioteca Nacional adquirira pouco antes. Inclui vinte cartas enviadas pelo escritor ao próprio Batalha Reis desde a mocidade (no que estará porventura o principal interesse da edição, não sendo muitas as missivas conhecidas dessa época) até perto da sua morte (a última é de Setembro de 1899); e, em apêndice, outras de Ramalho ao mesmo Batalha Reis e, sobretudo, deste a Eça. Capa ilustrada na frente pelo retrato do romancista com a mulher, Emília, e atrás pela reprodução aumentada da sua caligrafia.

Exemplar por estrear, em condição praticamente impecável – descontando uma pequeníssima marca de esboroamento na capa.
 
7€